África

África O continente africano é o segundo maior continente do mundo em termos de área e população, perdendo apenas para a Ásia.

Com área geográfica de 30,2 milhões de Km2 e 11,7 milhões de milhas quadradas, o continente junto com as ilhas vizinhas cobre 6% da área total da superfície terrestre e ocupa 20,4% de sua área total. De acordo com as estatísticas de 2016, a população da África é estimada em 1,2 bilhões de pessoas, que representa 14,8% da população mundial. Essa população está distribuídas em 61 regiões.

O continente é banhado ao norte pelo Mar Mediterrâneo, a nordeste pelo Canal de Suez e Mar Vermelho, a sudeste pelo Oceano Índico e a leste pelo Oceano Atlântico.

O continente conta com 54 países incluindo a ilha de Madagascar e outras como as Ilhas Comores que fazem parte do continente.

A África, em particular a região centro-oeste, é considerada pela maioria dos cientistas como sendo a região onde surgiu o ser humano, tendo como prova a descoberta dos primeiros macacos com semelhanças aos seres humanos. A descoberta dos vestígios humanos ocorreu na Etiópia e datam de quase 200.000 anos.

O equador passa pelo continente africano, abrangendo várias zonas climáticas; é o único continente que se estende da região temperada do norte até região sul conhecida como região temperada também.

Hoje, a África conta com 54 estados independentes e soberanos, cuja maioria continua existindo dentro de suas fronteiras da época colonial. Desde o período da ocupação, os países africanos têm sofrido muito com a instabilidade, corrupção, violência, repressão e tiveram suas riquezas saqueadas.

A grande maioria desses países adota o regime republicano presidencial, no entanto são poucos dentre eles que conseguiram manter seus regimes e tentam avançar em direção à democracia, progresso e desenvolvimento.

Muitos também sofreram com golpes de estado e caíram na mão da ditadura militar, comandada por líderes militares pós-coloniais, que não entendiam muito da governança em função do ensino fraco que receberam. No entanto, a instabilidade foi em grande parte consequência também das disputas acirradas entre diversos grupos étnicos e da marginalização de alguns, além do fator de ganhos ilegais acobertados por algumas lideranças.

Muitos líderes recorrem a conflitos étnicos que surgiram durante o domínio colonial e pioraram com o passar dos tempos. Em muitos países os militares eram vistos como o único grupo que poderia manter a ordem, e muitos estados africanos a década dos anos 70 e início dos anos 80 eram governados por forças militares. Desde o início dos anos sessenta até o final dos anos 80, ocorreram mais de 70 golpes de estado e 13 presidentes foram assassinados. Os conflitos regionais e as disputas fronteiriças eram comuns e foram impostos pelo colonialismo europeu em muitos países por meio de conflitos armados. A União Africana é o representante de quase todos os países do continente.

A União foi formada em 26 de junho de 2001 e sua sede está em Adis Abeba. Em julho, a sede do Parlamento Pan-Africano (PAP) da União Africana foi transferida para Midrand, na África do Sul, mas a Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos permaneceu sediada em Adis Abeba. Existe um acordo sobre a descentralização das instituições da União Africana e, portanto, essa responsabilidade é compartilhada por todos os Estados. A União Africana possui um governo parlamentar, conhecido como “Autoridade da União Africana”, que é composta por órgãos executivos, legislativos e judiciais e é presidida pelo Presidente da União Africana e pelo Presidente da autoridade, que acumula a presidência do Parlamento Pan-Africano. Para se tornar presidente da União Africana, o candidato tem que ganhar as eleições realizadas no âmbito do Parlamento Pan-Africano. Os poderes do Presidente do Parlamento Africano são regidos pela Lei da União, do Protocolo do Parlamento Pan-Africano, bem como da herança do poder presidencial previsto em tratados africanos conforme os tratados internacionais, incluindo aqueles que estabelecem que as competências do Secretário-Geral da OUA (Comissão da UA) são vinculadas ao Parlamento Pan-Africano. A autoridade da UA é composta por todas as autoridades regionais, estaduais e federais, bem como por centenas de instituições, que atuam em conjunto para gerenciar os assuntos do dia-a-dia da instituição. Apesar da abundância de recursos naturais, a África ainda é, infelizmente, o continente mais pobre e mais subdesenvolvido entre os continentes do mundo. Isso se deve a vários fatores que incluem a disseminação de doenças mortais como a AIDS e a malária, a existência de governos corruptos, que frequentemente cometem graves violações dos direitos humanos, além da ausência do planejamento, da existência do analfabetismo em níveis muito altos, da falta de acesso ao capital estrangeiro e dos frequentes conflitos tribais e militares.

Entre 1995 e 2005, a África registrou um aumento nas taxas de crescimento econômico, com média de 5% em 2005. Alguns países ainda desfrutam de altas taxas de crescimento, particularmente as Repúblicas da Angola, do Sudão e da Guiné Equatorial. Estes três países começaram recentemente a exploração das reservas de petróleo ou a expansão da extração dessa matéria prima. Nos últimos anos a República Popular da China fortaleceu suas relações com os países africanos. Em 2007, as empresas chinesas investiram o equivalente a um bilhão de dólares na África.

Em geral, a África é um continente fértil que necessita de apoio internacional e de lideres confiáveis, bem como de empresários, investidores e grandes comerciantes, capazes de alavancar o desenvolvimento e o progresso deste continente.

Pois isto é o que a nova política de Sua Majestade o Rei Mohammed VI do Marrocos tenta realizar com foco na cooperação Sul-Sul.

E é neste contexto que surgiu a Câmara Marroquino-Afro-Brasileira com o propósito de contribuir ao máximo para o desenvolvimento e o progresso desses países africanos, que consideram os membros desta Câmara como legítimo filhos deste querido continente chamado: África

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